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quarta-feira, 31 de maio de 2017

A LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS - LIBRAS

A LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS - LIBRAS

A Língua Brasileira de Sinais foi desenvolvida com a finalidade de proporcionar a comunicação entre os membros de comunidades surdas brasileiras, reconhecida através da Lei nº 10.436 em 24 de abril de 2002. A LIBRAS, possui estrutura gramatical própria e os sinais são formados por meio da combinação de formas e de movimentos das mãos, dos olhos, do rosto, da boca e de pontos de referência no corpo ou no espaço, formando um conjunto de códigos, Conforme o texto de Felipe (2006):
Libras é uma língua de modalidade gestual-visual que utiliza, como canal ou meio de comunicação, movimentos gestuais e expressões faciais que são percebidos pela visão; portanto, diferencia da Língua Portuguesa, uma língua de modalidade oral-auditiva, que utiliza como canal ou meio de comunicação, sons articulados que são percebidos pelos ouvidos. (FELIPE, 2006, p. 21).
A história demonstra que em 2005 foi publicado o Decreto Federal nº 5.626 (BRASIL, 2005), no qual foram indicados novos profissionais a serem integrados nas escolas responsáveis pelo atendimento de alunos surdos. Tais profissionais foram definidos como necessários para uma educação bilíngue; são eles: professor bilíngue, professor e ou instrutor de Libras e intérprete de Libras. A língua, muito mais que ferramenta para a comunicação, é ferramenta que estrutura o pensamento, individual ou social. De acordo com Soares (2005);
A Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS é um sistema linguístico legitimo e natural, utilizado pela comunidade surda brasileira, de modalidade gestual visual e com estrutura gramatical independente da Língua Portuguesa falada no Brasil. A Libras, língua brasileira de sinais, possibilita o desenvolvimento linguístico, social e intelectual daquele que a utiliza enquanto instrumento comunicativo, favorecendo seu acesso ao conhecimento cultural cientifíco, bem como a integração no grupo social ao qual pertence. (DAMASIO. 2005, p.61).
No Brasil, a língua de sinais é oficial como língua de uso dos surdos. É garantida pela lei 10.436, de 24 de abril de 2002. E os estados brasileiros a mantém em seus quadros. Sobre a oficialização da língua de sinais a nível nacional, ela já era garantida pelo Congresso Nacional em 1996 através do decreto: Art. 1º - A Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, passa a vigorar acrescida do seguinte art. 26-B: "Art. 26-B - Será garantida às pessoas surdas, em todas as etapas e modalidades da educação básica, nas redes públicas e privadas de ensino, a oferta da Língua Brasileira de Sinais - LIBRAS, na condição de língua nativa das pessoas surdas". Art. 2º - Esta Lei entra vigor na data de sua publicação.
Existem três tendências educacionais: a oralista, a comunicação total e a abordagem por meio do bilingüismo. O oralismo é um treinamento oral, o bilingüismo, é um método que privilegia a língua de sinais - LIBRAS, já a comunicação total utiliza todas as formas de comunicação, e é a mais utilizada.

quinta-feira, 31 de março de 2016

Componentes da Língua de Sinais

Componentes da Língua de Sinais

1. Parâmetros Primários:
a) Configuração Das Mãos (CM): A forma que a mão assume na realização de um sinal. Ex: Telefone( Y ) / Branco ( B )
b) Ponto De Articulação (PA): É o espaço onde são articulados os sinais: em frente ao corpo (neutro) ou uma região do próprio corpo (cabeça, tronco, braços e mãos). Ex: Sábado (Boca); Aprender (Testa). Trabalhar e Brincar (Neutro).
c) Movimento (MV): Parâmetro complexo que pode envolver uma vasta rede de formas e direções. Caracterizado pelo deslocamento das mãos no espaço na realização de um sinal. Ex: Semana (translação); Quando (rotação).



2. Parâmetros Secundários:
a) Disposição da(s) Mão(s) (DM): A articulação dos sinais pode ser feita apenas pela mão dominante ou pelas duas mãos. Neste último caso as mãos podem se movimentar para formar o sinal, ou então apenas a mão dominante e a outra funciona como (PA) ou é neutra.
b) Orientação da(s) Mão(s) (OM): É o que determina a posição das palmas das mãos, se voltadas para baixo, para cima, para esquerda, para direita, podendo haver mudança na orientação durante a execução do movimento. Direção, idéia de oposição, contrário ou concordante.
c) Região de Contato (RC): Refere-se à parte da mão que entra em contato com o corpo.



3. Componentes Não Manuais da Libras:
a) Expressão Facial (EF): A expressão facial tem o papel de indicar diversos elementos que não podem estar presentes nos sinais como: pontuação, emoção, ênfase, ironia, etc. É importante utilizar uma expressão fisionômica adequada para que as emoções implícitas nas frases sejam bem compreendidas. Elas devem ser utilizadas simultaneamente com os sinais. 
  • Afirmação: Neutra 
  • Interrogação: Sobrancelhas franzidas e um ligeiro movimento da cabeça inclinando-se para cima.
  • Exclamação: Sobrancelhas levantadas; ligeiro movimento da cabeça inclinando-se para cima e para baixo; boca fechada com movimento para baixo (intensificador).
  • Negação: Possui 4 (quatro) formas básicas:
        a) Simultaneamente ao sinal, movimento negativo com a cabeça e expressão 
            facial. (recomendado)
        b) Incorporação de um sinal com movimento contrário.
            Ex: Gostar, Querer, Aceitar.
        c) Incorporação de um sinal específico de verbo negativo.
            Ex: Poder, Ter.
        d) Acréscimo do sinal “NÃO” após o verbo. Exceto casos b e c.

b) Expressão Corporal (EC):
As Línguas de Sinais utilizam-se das expressões faciais e corporais para estabelecertipos de frases equivalentes aos recursos de acentuação da língua portuguesa que definem os modos em que se encontram as frases. Por isso, é importante dedicar muita atenção às expressões faciais e corporais feitas simultaneamente aos sinais, a fim de identificar o modo em que se encontra a frase, além de agregar ricos valores gramaticais.