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domingo, 7 de maio de 2017

Sinalizando as horas do relógio

Para sinalizar as horas do relógio é importante saber que:
⇒ Não se sinaliza as horas com dois algarismos a partir das 13h até às 24h. Acrescentasse o substantivo manhã, tarde, noite e madrugada quando necessário;
⇒ Os números de 1 a 4 são sinalizados como cardinais de quantidade;
⇒ As horas são sinalizadas como quantidade enquanto os minutos são sinalizados com cardinais como código representativo;
⇒ Para a fração 30 minutos a configuração varia de acordo com região da comunidade surda. Para sinalizar as horas com sentido de duração é importante saber que:
⇒ A partir do número 5 são usadas duas configurações (horas-quantidade + cardinal como código representativo).

Primeira Escola para surdos no Brasil

CURIOSIDADES
A Primeira Escola para Surdos no Brasil...
 No Brasil o primeiro espaço destinado à educação de surdos foi cedido pelo Imperador Dom Pedro II o qual convidou o professor surdo francês Hernest Huet (conhecido também como Ernest) para ensinar a alguns surdos nobres.
Depois de aproximadamente um ano, em 26 de setembro de 1957, foi fundado o Instituto dos Surdos-Mudos do Rio de Janeiro, atualmente denominado Instituto Nacional de Educação de Surdos – INES. O instituto atendia surdos de várias partes do Brasil, funcionava como um internato, onde somente eram aceitos surdos do sexo masculino.
 Lá aprendiam de tudo um pouco, inclusive eram preparados para o trabalho.
Para o público feminino somente em 1931 foi criado o externato com oficinas de costura e bordado. Foi do Instituto que surgiram os primeiros líderes surdos que ao terminarem seus estudos retornaram aos seus Estados de origem e divulgaram a Língua Brasileira de Sinais, reuniram outros surdos e fundaram associações, escolas e grupos de luta pelos direitos dos surdos.

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Termo Surdo

O termo Surdo tem sido utilizado quando a pessoa com surdez é caracterizada como surdez profunda no âmbito da medicina, quando é leve ou moderada ainda persiste o termo Deficiente Auditivo, já na Comunidade Surda, o Surdo é aquele que é usuário de Libras e é pertencente a tal.
Se ao termo Deficiente Auditivo não estiver impregnada de preconceito por parte de quem o utiliza não deve ser errôneo, do ponto de vista que devamos tratar o termo DEFICIENTE não como incapaz, mas como Déficit, ou seja, algo que não está em sua totalidade, mas que não impede da pessoa viver em sua plenitude, caracterizando também aos que não são usuários da LIBRAS e fazem a leitura labial.
Entretanto o termo surdo-mudo de fato deve ser banido da sociedade, visto que a surdez não acarreta nenhuma perca no aparelho fonador do indivíduo, o surdo não fala porque não ouve, e não porque suas cordas vocais foram comprometidas devido à surdez.
Referência Bibliográfica
HONORA, Márcia, FRIZANCO, Mary Lopes Esteves, Livro Ilustrado de Língua Brasileira de Sinais: desvendando a comunicação usada pelas pessoas com surdez. II Título, São Paulo, Ciranda Cultural, 2009.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

O aplicativo Odontolibras pode ser usado em celulares e tablets, e auxiliar o cirurgião-dentista no atendimento e tratamento de pacientes surdos.

Aplicativo desenvolvido na UEL melhora comunicação com pacientes surdos
O aplicativo Odontolibras pode ser usado em celulares e tablets, e auxiliar o cirurgião-dentista no atendimento e tratamento de pacientes surdos.
O programa de Mestrado em Odontologia da UEL pode entrar para a história com uma pesquisa inédita sobre “O uso de tecnologias móveis no tratamento odontológico para comunicação com o paciente surdo”, de autoria da estudante Valéria Lima Avelar, sob orientação da professora Maria Celeste Morita, do Departamento de Medicina oral e Odontologia Infantil da Clínica Odontológica da UEL (COU).
Como funciona o Odontolibras?
Não é tarefa fácil traduzir em palavras uma ferramenta essencialmente visual. Imaginem a tela de um celular, na parte de cima aparece a imagem de uma extração de dente, na parte de baixo, o professor Antônio Aparecido de Almeida, que é surdo e ministra aulas de Libras na UEL, traduz para a linguagem dos surdos o que a imagem mostra. Com um toque na tela o paciente diz para o dentista se entendeu ou não o procedimento. E desta forma novas telas vão surgindo.
O aplicativo é composto de quatro etapas.
1ª) Acolhimento do paciente que consiste no primeiro contato entre dentista e paciente, por exemplo, “Bom dia, como vai?, entre, sente na cadeira”.
2ª) Anamnese que consiste na entrevista (consulta) realizada pelo cirurgião-dentista;
3ª) Prevenção, na qual o profissional vai orientar o paciente como prevenir doenças bucais e;
4ª) Tratamento, na qual o dentista vai explicar ao paciente todas as fases do tratamento.
Reproduçã de três telas do aplicativo: a primeira mostra um processo de cárie, a segunda, uma extração de dente e a terceira, um implante. Abaixo o professor traduz em Libras para o paciente surdo o que o vídeo mostra
Reproduçã de três telas do aplicativo: a primeira mostra um processo de cárie, a segunda, uma extração de dente e a terceira, um implante. Abaixo o professor traduz em Libras para o paciente surdo o que o vídeo mostra
É importante ressaltar que as imagens não são estáticas. Elas possuem movimentos que ilustram em detalhes o procedimento ao qual o paciente será submetido. É como se o paciente assistisse a um vídeo narrado na linguagem dos sinais. Com isso, a participação de uma terceira pessoa (intérprete) só é necessária em casos bem específicos, dando mais privacidade e independência na relação entre o profissional e o paciente.
Durante a pesquisa, o aplicativo Odontolibras foi testado em pacientes surdos e funcionou muito bem. Agora é preciso investimentos para que ele seja aprimorado e disseminado para outras universidades. “Nosso objetivo é ver esse aplicativo sendo utilizado nos 219 cursos de Odontologia existentes no Brasil”, destaca a professora Maria Celeste. “O pontapé inicial já foi dado, o aplicativo já existe e foi testado com sucesso”, acrescenta Maria Celeste.
Segundo Valéria Lima, o aplicativo não substitui totalmente o intérprete de Libras durante o tratamento odontológico, mas proporciona mais independência entre paciente e o cirurgião-dentista. “Geralmente a consulta entre o profissional de saúde e o paciente requer uma certa privacidade e depender totalmente de uma terceira pessoa é muito desconfortável”, explica a estudante.
Ela observa que, futuramente, esse aplicativo poderá ser estendido para outras áreas de saúde como: medicina, fisioterapia e psicologia. “Imagina o constrangimento de uma paciente surda que vai ao ginecologista e dependente totalmente de um intérprete. E quando a consulta é com um psiquiatra ou psicólogo? Essas limitações fazem com que muitos surdos deixem de procurar esse tipo de tratamento que pode ser extrema necessidade para eles”, observa Valéria Lima.
[Fonte: Agência UEL]

segunda-feira, 9 de maio de 2016

9 Tipos de aprendizes de/e LIBRAS



Nesse texto então vou apresentar a vocês os tipos alunos que existem.
 Eu não estou me referindo ao aspecto pessoal, eu estou me referindo aos diferentes tipos de processo de aprendizado de 9 tipos diferentes.

 Isso por que todos sabemos que existem formas diferentes de aprender. Nem todos aprendem da mesma forma.
 E como educador que sou, e sei que muitos dos que me acompanham também estão na área da educação, é super válido uma analise desse tipo.

Esse estudo também me serviu muito. Principalmente para o meu auto-analise de minhas metodologias.

Os tipos de processo de aprendizado de diferentes aprendizes

1.Aprendizes Visuais

 São aquelas pessoas que aprendem visualizando.
 O que seria exatamente isso?
 São pessoas que não precisam fazer absolutamente nada para aprender algo novo, apenas ver outros fazendo.
 Esse tipo de alunos, geralmente conseguem crescer muito no mundo da LIBRAS, mas muita das vezes são profissionais solitários.
Passam por Egoístas, pelo simples fato de não demonstrar quando entendeu ou não.
 Esse tipo de aluno também é um desafio grande para professores docentes. Nunca sabemos quando o aluno realmente entendeu
ou se ele esta viajando em seus pensamentos.

 Eu tento atingir esses alunos, quando eu a cada tempo de explicação eu pergunto: "Entendeu?!" "Dúvida?" 
 Eles geralmente fazem que entendeu com convicção.


2.Aprendizes Manuais

 Estes são aqueles que aprendem "colocando a mão na massa".
 São pessoas se só vai realmente entender alguma coisa quando elas colocarem a mão na massa e realmente fazer.
 E a grande dificuldade de ter esse tipo de aprendiz, é que você precisa sempre dar oportunidade de ele fazer aquela ação para que ele consiga assimilar. Porém, se uma sala tem mais de 10 alunos isso já fica um pouco difícil.

Eu geralmente tento atingir esses alunos pedindo para que sempre copiem as minhas sinalizações e crio dinâmicas para que esse tipo de aluno tenha que realmente fazer. São as atividades mesmos que pedimos.

3.Aprendizes Auditivos Receptores 

O nome original é auditivos, mas em LIBRAS a gente não ouve, então adaptei para receptores.
 São aqueles que para aprender precisam de simplesmente receber a informação organizada de forma didática. 
Esse consegue fazer as conexões sobre o tema, apenas acompanhando a explicação sobre isso.

 Esses são os alunos que eu tenho mais facilidade de atingir. Por que como conheço muito bem a cultura e o cérebro de ouvintes,
consigo organizar a explicação de uma forma que os ouvintes vá entender pela forma de explicar.

4.Aprendizes Estressados

 São aqueles que aprendem Sob pressão.
 Sério! Existem pessoas assim.
 Estes geralmente tendem a ser pessimistas. Estão sempre dizendo que não dão conta de fazer ou que está mais fraco do que os outros.
 Confesso que estes muitas das vezes me deixa estressados também rsrsrs.

 Eu tento ajudar estes, quando dou atividades individuais que o aluno precisa apresentar na frente sozinho.
 Estes estressados, encarrando o estresse começa a andar para frente.
 Como se tivesse uma cenoura amarrada nas costas que fica na frente do burrinho. Assim o burro não para de correr por que precisa pegar a cenoura.
 (desculpe a analogia com burro. Me refiro ao animal e não estou sendo pejorativo) 

5.Aprendizes Facilitados

 São aqueles que aprendem de tudo com facilidade.
 Estes são aqueles que a gente mostra uma vez algo, e ele reproduz aquilo como se já soubesse antes.
 Estes são alunos incríveis. Mas são difíceis de lidar. Por que como sempre entendem primeiro que todos querem passar na frente,
perdem a paciência com o grupo e se tornar o perturbador.. o bagunceiro da turma.

 Estes eu não preciso fazer nada para ajudar eles aprender. Apenas tento manter eles ocupado e cansar eles.
 Essa é a maneira de eles ficarem minimamente quietos.


6.Aprendizes Escritores

 São aqueles que aprendem o que escrevem.
 Estes são pessoas bem resolvidas e focadas no que realmente quer.
 Porém para LIBRAS em si, eles podem representar um problema.
 Principalmente por que eles param de ver a LIBRAS para escrever o que entenderam.. ou fazer alguma anotação de algum insights que teve.

 Para ajudar estes, eu sempre espero eles terminarem de escrever para eu continuar explicando o que estava explicando.
 O desafio é manter os outros interessados e focados nesse momento de espera.


7.Aprendizes Alunos

 São aqueles que aprendem através de uma autoridade.
 Estes são aqueles que ficam o tempo inteiro fazendo pergunta uma atrás da outra.
 E só conseguem entender realmente quando alguém que representa uma autoridade, o professor no caso, explica.

 Com estes eu me dou até bem. Eles ajudam a aula desenvolver.
Mas estes são melindrosos. Se você para de dar atenção a eles, eles começaram a te mandar um tanto de mensagens ou indiretas como se você estivesse ignorando ele ou desfazendo da pessoa deles.

8.Aprendizes Ensinadores

 São aqueles que aprendem enquanto ensinam para os outros.
 Estes são incríveis, por que precisam replicar a explicação para realmente assimilar o conteúdo.
 Eu sou esse tipo de aprendiz! Eu preciso ensinar para finalmente entender.

 Estes alunos porém, muita das vezes incomodam o professor que for orgulhoso.
 Eles querem sempre explicar aquilo que entenderam. E acabam as vezes pegando tempo da aula com seus monólogos.

 Eu particularmente ajudo estes alunos fazendo atividades de dupla. Por que assim eles tem a oportunidade de alugar o outro para explicar o que entendeu e assim realmente entender.

 9.Aprendizes Copiadores

 São aqueles que aprendem visualizando algo e copiando outrem.
Estes são aqueles que o tempo inteiro precisa copiar o que o professor faz para conseguir entender e reproduzir o processo.
 Para LIBRAS estes são os alunos mais fácies de lidar.
 Mas muita das vezes eles perdem pontos por que copiam exatamente a forma que o professor fez.  Fica parecendo que não entenderam e sim, apenas memorizaram a maneira que foi feita e reproduziu.
 Eu já errei muito julgando esse tipo de aluno.

 Hoje em dia, tento ajudar estes, apenas respeitando o jeito deles. E quando copiam exatamente a minha forma de fazer eu tento avaliar eles de formas diferentes.
 Um dos meios e fazendo perguntas sobre aquilo para eles. Se a resposta for rápida, ele esta indo bem.
 Se ele demorar para responder e ficar olhando muito para baixo ele não faz ideia do que responder, logo não estão aprendendo, só copiando.
 Eu uso o conhecimento que aprendi lendo os livros sobre: "Linguagem corporal". Super recomendo ler este tipo de conteúdo.

 Sobretudo, devemos lembrar que os alunos não são obrigatoriamente apenas um deste tipo.
 Uma única pessoa pode ser até 4 tipos diferentes de aprendizes.

Peço que você faça uma reflexão de qual é o seu estilo e que agora também entenda algumas das minhas ações dentro da sala de aula.

 Agradeço a sua paciência e carinho em me ler.

 Grande abraço a todos!

Muita LIBRAS para todos nós!

Referências:

- David Paul Ausubel

-HENRI WALLON

fONTE: tertuliasdelibras.blogspot.com.bR

Os diferentes níveis dos estudantes de LIBRAS



Todo mundo sabe que eu sou fascinado em criar teorias ou fazer classificações para facilitar o aprendizado.
Hoje, enquanto estava indo para o dentista comecei a pensar e escrever pelo celular como eu classificaria hoje em dia os diversos estados dos alunos que estudam LIBRAS e até mesmo surdos estudiosos da LIBRAS.
Eu copilei 8 estados diferentes de desenvolvimento da LIBRAS abaixo.
Fiz isso baseado na minha experiência mesmo e na observação de todos os alunos que já passaram por mim.
Já devo ter tido contato com uns 5.000 estudantes de LIBRAS e pude observar.


Então, veja abaixo as classificações

Status Descoberta:

Esse é o período que o aluno descobre a LIBRAS e se interessa por ela. Não compreende ainda a LIBRAS como língua mesmo por que não entende a diferença de língua para linguagem. Mas se sentem atraído e com desejo de saber se comunicar mesmo que sem objetivos específicos para isso.
Na melhor hipótese a busca desse é de aprender sinais para palavras do português.

Status encantado:

Esse é o período onde o aluno começa a entender que a libras é uma língua capaz de expressar tudo que for preciso assim como o português e começa a tentar encontrar os motivos de cada sinal.
Na melhor hipótese a busca desse é de entender o motivo de cada sinal pois já começa realmente encarar a LIBRAS como língua.

Status "I can?":

Nesse estágio o aluno percebendo que LIBRAS realmente é uma língua e ele terá que trabalhar muito para conseguir ser fluente... Se sente muitas das vezes desmotivado. A auto estima muita das vezes se torna baixa. E sempre fica se perguntando: - será que um dia eu vou conseguir ? Será que serei fluente um dia?
Na melhor hipótese a busca deste é de procurar mais cursos mais dias na semana para vencer a si mesmo.
Aliás a baixa auto estima é parte do sistema de crença individual e já aprendemos com o Dr. Helio Couto que " Toda crença falada ou pensada, mesmo por brincadeira, será executada pelo subconsciente. "


Status "santo português me acode":

Nesse período o aluno já consegue se comunicar meramente em LIBRAS porém ainda raciocina em português e tenta reproduzir a mesma estrutura ou expressões de sua mente português para a LIBRAS.
Esse já consegue se comunicar quando os surdos tem paciência com estes e aturam as inúmeras utilizações de datilologia ou português sinalizado.
Na hipótese otimista, a busca destes é de consegui aprender todos os sinais de expressões que ele gostaria de usar.
Porém embora entende que LIBRAS é uma língua, ainda quer utilizar a mesma cultura de ouvinte e estrutura linguística do português na LIBRAS.
Estes muita das vezes enganam a si mesmo pensando: " já sou quase fluente " enquanto o que faz é e produzir os sinais como se fosse palavras da língua oral.
Geralmente estes fazem vídeos para o YouTube gravado músicas com aquelas traduções horríveis.
E os outros ouvintes no mesmo nível que eles ou nível abaixo acham aquelas "porcarias" o máximo e copiam como se fosse 100% correto.

Status desconforto linguístico:
Nesse estágio o aluno em contato com surdos ou já atuando como intérprete (muita das vezes voluntário) começa a perceber que a sua forma de comunicar embora pareça avançada para aqueles que estão começando a estudar, não é suficiente para as reais interações com o mundo dos Surdos e comunidades.
Começa a perceber isso quando o enxerga que é entendido errado muita das vezes e/ou surdos fazem perguntas de coisas que este supõem já ter dito.
A busca deste na melhor hipótese, isto é quando a sua humildade sobreponha o orgulho, é de ter mais contatos com diferentes surdos de vários graus diferentes e observar mais a forma que se comunicam para comparar com a sua e descobri as poucos o que precisa de fato melhorar. 


Status "o mundo visual":

Esse é quando a pessoa finalmente entende em nível prático o aspecto visual que é a LIBRAS.
Esse sim poderia dizer que é fluente.
Esse finalmente entende que não tem que relacionar sinais a palavras. E sim, precisa relacionar em seu cérebro sinais à objetos ou ações.
Nesse processo o aluno não mais sente a necessidade de pensar palavras para Sinalizar, e sim Cria na sua mente o aspecto visual mesmo igual os surdos.
Nesse estágio consegue descobrir os sinais e seus significados só de olhar eles sendo usado.
A maior descoberta desse estado é perceber que toda comunicação de LIBRAS é uma construção de uma cena ou cenário. E com isso consegue uma comunicação muito mais eficaz.
A busca deste, quando não começa a ser egoísta e continua humilde , é fazer os outros perceberem tudo isso que agora vivência de forma tão clara.

Status mestre:

O prazer de todo aquele que cresce muito, é ajudar outros a crescer.
A busca deste é guiar todos os outros nesse processo de descobertas e desenvolvimentos pessoais sucessivos.
Além de comunicar sem fazer esforço algum.

Status observador continuum:

Depois de tantos contatos, de tanta oportunidade, de ajudar outros, trabalhar, estudar e ensinar o indivíduo começa a enxergar a realidade como uma diversidade sem singularidade. Começa a considerar todas as formas e meios e utiliza tudo em relação a LIBRAS sem rotular como certo ou errado e ao invés leva a reflexão e faz mais descobertas internas e externas mediante sua observação imparcial.
O objetivo desse é agregar mais valor aprendendo sempre mais para além de atuar melhor no ato de se comunicar como também agregar mais valor aos outros.

Quanto mais maduro o indivíduo for mais ele vai "entregar de valor " a outros. Quanto mais recebe, mais quer dar. 


Aqueles intérpretes que geralmente a gente vê bem egoístas que só aceitam interpretar se for assalariado ou só ensinam o que sabe se for ter um ganho com isso e etc... Estes estão ainda no nível desconforto linguístico mas acreditam ser mestre.

"Mestre só é aquele que abre o seu coração tão grande e tão forte que a alegria de viver é facilitar o desenvolvimento de outros dando dicas e as vezes até carregando no colo aqueles que vem atrás"( Carlos Cristian) 

Então vocês podem perceber que uma das maiores pedra(dificuldades) para o desenvolvimento pessoal em LIBRAS é o orgulho e egoísmo.
E a ação mais inteligente a se fazer percebendo isso é ser sempre o mais simples e humilde para sempre crescer mais. 


Uma das dicas que eu dou é: sente na mesa dos burros. Seja o mais burro da roda.
Isto é, se coloca como o aprendedor. Se faça de burro para aprender mais.


Eu particularmente adoro fazer isso. Eu gosto de virar para outros professores de LIBRAS de qualquer nível desde os formados em letras LIBRAS ou até mesmo aqueles instrutores normais... e fazer perguntas cuja eu já conheço o assunto bem.. Mas fingir que não sei, só para ver explicações diferentes, metodologia diferentes e até mesmo processo de transferência de informação diferente.
Eu também gosto de quando algum outro professor tiver explicando algo que sei já, fazer perguntas como se tivesse estendendo errado só para ver as diversas reações que se poderia ter e quais eu poderia usar.
E é lógico que nesse processo a gente acaba aprendendo coisas que realmente não sabemos ou entendendo um assunto de forma melhor vendo outra interpretação... Outra visão sobre aquilo.

Acho que esse texto de alguma forma terá ajudado você. Principalmente na parte moral.

" O orgulho, egoísmo e tristeza é uma deficiência moral que a humanidade como um todo, necessita salutar"( Emmanuel )
Agradeço pela sua paciência em Ler.
Muita LIBRAS para todos nós!!

fonte: http://tertuliasdelibras.blogspot.com.br/

Martha's Vineyard uma ilha Surda!!!

Martha’s Vineyard é uma ilha na costa nordeste dos Estados unidos dfa américa , no estado de massachusetts. Em 1854, quando a população surda da ilha estava no pico, nos estados unidos a média nacional era de uma pessoa surdo em cada grupo de 5728 ouvintes. Em Martha’s Vineyarda média era de uma pessoa surda para cada grupo de 155 pessoas ouvintes. Na cidade de Chilmark, que tinha a maior concentração de pessoas surdas na ilha, média foi de um surdo por para cada grupo de 25 ouvintes. Em um bairro de Chilmark chamado Squibnocket, havia um surdo para cada grupo de 4 ouvintes, ou seja, 25% da população local era surda. No final do século 18 e inicio do século 20, praticamente todos os habitantes  da ilha possuia algum grau de influência na língua de sinais local, chamada MVSL(Martha”s Vineyard Sign Languagem).

terça-feira, 3 de maio de 2016

A triste realidade na comunicação com os surdos nas empresas

A triste realidade na comunicação com os surdos nas empresas

“A inclusão vai muito além do que apenas uma contratação, os desafios dos deficientes auditivos já começam na entrevista ao tentar entender os recrutadores.”

No dia 24 de julho de 1991 entrou em vigor nacionalmente a Lei 8.213 que é bastante conhecida como Lei de Cotas. Essa lei obriga as empresas ter no seu quadro de colaboradores 2% pessoas com deficiência quando o número for de 100 empregados, 3% de 201 a 500, 4% de 501 a 1000 e a partir daí 5%. Se essa lei não for comprida a empresa será multada em R$ 1.105,00 para cada funcionário não contratado.
As empresas estão sendo obrigadas a admitir os deficientes e isso por um lado é ruim, por que a inclusão é o privilégio de conviver com as diferenças e começa em cada um de nós.
Analisando o mercado de uma forma geral muitas não estão aptas nem para fazer uma sucinta entrevista e muito menos recebê­-los. Um dos fatores que mais prejudica no caso dos deficientes auditivos é a falta de conhecimento da Libras na gestão da empresa. Isso gera uma grande barreira na comunicação entre ouvintes e surdos, é um problema muito comum hoje em dia. Porém, muito ruim. As pessoas são o ativo da empresa e uma boa comunicação em qualquer ramo de atividade empresarial ou na vida pessoal é fundamental para ter um bom relacionamento.
Não adianta criar lei que obriga as empresas a fazerem algo que não tem conhecimento, o correto seria conscientizar como também capacitá­-las. Portanto a melhor solução para resolver esse simples problema seria apresentar um curso básico de Libras para os colaboradores que realmente tivesse interesse em aprender, posteriormente um intermediário e avançado.
Isso iria melhorar os resultados, costumo sempre dizer que quando a pessoa conhece a Libras ela conhece um novo mundo sem sair do seu próprio mundo,esteja sempre aberto para conhecer novos horizontes e expandir sua mente, aprenda e garanto que não vai se arrepender.
Fonte: Libras Diária

quinta-feira, 31 de março de 2016

Você Sabia?

Você Sabia?

De acordo com o Senso 2000 do IBGE a população surda brasileira é de 3,4%, sendo que declaradamente este índice não passa de 1%, cerca de 170.000 pessoas.

Já no Senso 2010 temos a cifra de 5,1 % ou seja: 9.722.163 pessoas com algum grau de surdez. Uma realidade bem diferente. Não que esta diferença tenha ocorrido de 2000 para 2010. Mas, pela mudança expressiva nos critérios de pesquisa, que agora contam com um questionário bem mais abrangente, o que possibilitou uma visão bem mais realista sobre a população surda brasileira atual.