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quarta-feira, 31 de maio de 2017

A surdez e a inclusão escolar

A surdez e a inclusão escolar

Por Meire Cavalcante
Nenhuma mudança no mundo, como todos sabemos, é feita da noite para o dia. As grandes conquistas da humanidade, em qualquer área do desenvolvimento, tomam tempo e exigem disciplina, força e coragem. Mas são as mudanças, por mais difíceis que sejam, que nos tornam cada vez melhores enquanto seres humanos, enquanto povo.
A inclusão escolar, até bem pouco tempo, não era um assunto de estado. Hoje é. Muitas são as polêmicas em relação ao tema, especificamente quando diz respeito ao acesso das pessoas com surdez à escola comum. Quase como num campo de batalha, estas ficam de um lado e, de outro, está quem defende a inclusão. Mas isso não faz o menor sentido.
A educação inclusiva parte do princípio de que a escola comum é o lugar (de direito) de todos. De TODOS. Ali, as pessoas devem se desenvolver e aprender juntas, tendo cada uma atendidas suas necessidades específicas. Na Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, isso fica muito claro também no que diz respeito à surdez. Por isso, é fundamental divulgar o que diz a Nota Técnica abaixo, da Secadi/MEC (antiga Seesp/MEC). Ela esclarece o que muita gente não sabe — ou sabe, mas faz questão de esconder para incitar cada vez mais o ódio das pessoas com surdez contra os processos de fortalecimento da inclusão escolar no país. Circula pela internet, por exemplo, um cartaz que coloca a inclusão escolar versus escola bilingue. Isso também não faz sentido, uma vez que, para ser inclusiva, a escola também é bilíngue.
Em vez de guerra, deveríamos todos estar em união, para tornar nossas escolas inclusivas. Dedicando tempo e recursos para a paz e para a promoção da educação bilíngue nas escolas comuns. Libras não é exclusividade dos surdos. Os ouvintes também deveriam ter o direito de conviver com os surdos e aprender sua primeira língua. E isso só se torna possível se todos trabalharmos juntos para fortalecer a inclusão. É o que defende a Secadi/MEC, ao contrário do que muita gente anda dizendo por aí.
Em 2010, visitei uma escola de Educação Infantil inclusiva (bilíngue) em Vitória (ES). Um bebê de um ano e meio, que estava no colo da diretora, pediu uma maça que estava sobre a mesa em Libras. Detalhe: a criança era ouvinte. Esse é o resultado da inclusão. Mas só poderemos ver isso crescer, se consolidar, se a própria comunidade surda se dispuser a encarar o desafio. A construir essa escola para todos, em que um bebezinho ouvinte escolhe se quer pedir uma maçã em Português ou em Libras, pois desde cedo é bilíngue. Vamos privar nossas crianças disso? Escolas comuns bilíngues = país bilingue. Um desafio e tanto, que colocaria nosso país na vanguarda da garantia dos direitos humanos.
Fica aqui o convite para a construção de uma escola e de uma sociedade que valoriza a comunicação entre todos:
Nota Técnica 05/2011 – MEC/SECADI/GAB

sexta-feira, 6 de maio de 2016

5 perguntas e respostas sobre inclusão de alunos surdos


5 perguntas e respostas sobre inclusão de alunos surdos

Respondemos a cinco dúvidas comuns sobre os programas governamentais e a oferta de materiais de apoio para incluir os alunos com deficiência auditiva nas turmas regulares

1 Toda escola deve ter um intérprete de Libras?
Qualquer escola que tiver alunos com deficiência auditiva nas classes regulares tem o direito a um intérprete de Libras. Caso você tenha apenas um aluno surdo matriculado, procure outras escolas da região e monte um pequeno grupo de estudantes que possam receber o atendimento de um profissional no contraturno. Isso facilita o trabalho das Secretarias de Educação, que cadastram intérpretes anualmente, mas ainda não conseguem atender à procura das instituições de ensino.
Outro profissional importante nesse processo é o instrutor surdo - um profissional com deficiência auditiva que atua na escola e ensina a língua de sinais para os alunos surdos e, eventualmente, para os ouvintes também.
Opinião da Blogueira: No Acre todos os alunos com surdez matriculados nas escolas municipais possuem o interprete educacional, mesmo este aluno não sabendo Libras, o profissional tem como papel além de ser um meio de comunicação, ensinar a Língua de sinais, facilitando assim a aquisição desta língua, visto que no quadro da Secretaria Municipal de Educação só ter uma instrutora surda. Sendo assim  contam com professores de Libras ouvintes que dão Oficinas de Libras para todos os profissionais da escola inclusiva, através do Projeto ESCOLA ACESSÍVEL CAMINHOS PARA O BILINGUISMO. 


2 Como esses intérpretes são formados?
Quase 700 cursos superiores em Pedagogia, mais de 50 cursos de Fonoaudiologia e cerca de 400 cursos de Letras oferecem disciplinas de Libras em suas grades curriculares. Mas, para ser um intérprete oficialmente cadastrado é preciso passar pelo programa nacional de certificação de intérpretes, o Prolibras, coordenado pelo MEC.
O Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais (Inep) abre uma chamada pública para recrutar instituições públicas de ensino superior que possam aplicar o exame de proficiência em Libras aos interessados. Nos últimos anos, a instituição responsável é a Universidade de Santa Catarina. A partir de 2011, o Prolibras deve ser executado pelo Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES).
A prova prática de proficiência engloba uma apresentação pessoal do candidato em Libras e outra apresentação a respeito de um tema determinado pela comissão de avaliação. O candidato também precisa mostrar como executaria um plano de aula entregue pelos avaliadores, detalhando as estratégias, a metodologia e os recursos didáticos empregados. Todos são avaliados sob dois aspectos principais: a fluência em Libras e a competência metodológica para que este intérprete também saiba ensinar a língua de sinais a outras pessoas.
Há, também, os cursos oferecidos por entidades do terceiro setor e os realizados à distância, que não são contabilizados pelo Censo Escolar.

Opinião da BlogueiraNo Acre o Prolibras também acontece, mais não é critério para trabalhar como interprete e  professor de Libras. Existe Prós Graduação de Libras que já foram formados certa de 3 turmas, além de cursos de Libras divididos Curso de Libras em Contexto Básico - Curso de Libras Intermediário  - Curso de Libras para Interprete oferecidos pelo Centro de Apoio ao Surdos - CAS/ Estadual e no ano de 2013 foi criado o CAS do município de Rio Branco que oferece cursos de Libras e Oficinas do Projeto ESCOLA ACESSÍVEL CAMINHOS PARA O BILINGUISMO. O que é mais valorizado aqui são os cursos que somados dão 360 horas.

 3 Como os gestores devem proceder para ter um intérprete na escola?
O gestor que recebe uma matrícula de um aluno com deficiência auditiva deve imediatamente procurar a Secretaria de Educação do Estado ou do Município, fazer um cadastro e comunicar as necessidades específicas daquele aluno. Com base nisso, os governos podem planejar melhor a distribuição de recursos dentro da rede.
Vale lembrar que todos os estados possuem os Centros de Capacitação dos Profissionais de Educação e de Apoio às Pessoas com Surdez (CAS), vinculados às Secretarias Estaduais de Educação. Esses Centros são encarregados pela realização de cursos de formação na área e são financiados com recursos do MEC e das Secretarias.
Opinião da Blogueira: Através da matricula do aluno a gestão deve comunicar a secretaria de educação para que a mesma encaminhe através do CAS um profissional qualificado.
4 O que fazer quando a escola não possui intérpretes?
O primeiro passo é entrar em contato com as Secretarias de Educação para solicitar um intérprete e verificar quais os cursos disponíveis para a formação dos professores. Caso a escola ainda não tenha uma sala de recursos multidisciplinar, também é possível fazer esta solicitação através do Programa Escola Acessível, do Ministério da Educação, pelos telefones (61) 2104 -9258 e (61) 2104-8651.
O MEC também disponibiliza materiais de apoio e recursos didáticos para as escolas, que podem ajudar os professores não-intérpretes a flexibilizar as atividades para melhor atender aos alunos com deficiência auditiva. Mas, vale lembrar que a presença do intérprete é fundamental para garantir o avanço desses estudantes. Uma sugestão é reunir alunos com deficiência auditiva de diferentes escolas de uma região em um mesmo espaço no contraturno, para que sejam assistidos por um intérprete e um instrutor surdo.

5 Como é possível conseguir os materiais de apoio ao Atendimento Educacional Especializado?
Os estados, por meio das Secretarias de Educação, apresentam à Secretaria de Educação Especial do MEC planos de trabalho com os cursos de formação que desejam oferecer aos profissionais que trabalham no AEE da rede, o número de vagas que podem ser ofertadas, assim como uma listagem dos materiais que desejam encaminhar para as escolas. Assim, o Ministério pode distribuir da forma mais adequada possível os recursos financeiros disponíveis e os materiais didáticos e pedagógicos em formatos acessíveis (Libras).
Também é possível obter recursos do Fundeb para financiar o AEE, mas a administração desse financiamento fica a cargo da rede de ensino. Livros didáticos, DVDs literários e dicionários trilíngues (Libras/Português/Inglês) são disponibilizados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), através dos Programas Nacionais do Livro e enviados automaticamente para as escolas públicas com alunos surdos matriculados.

Fonte: http://revistaescola.abril.com.br/formacao/5-perguntas-respostas-politicas-publicas-inclusao-surdos-613409.shtml?page=0

terça-feira, 21 de abril de 2015

Turma da Monica inclusiva

 Turma da Mônica, ou Turminha, mora no fictício "bairro do Limoeiro". Em 2011, em uma conversa pela internet, o desenhista Maurício de Sousa revelou que o bairro do Limoeiro foi inspirado no bairro do Cambuí, na cidade de Campinas, bairro no qual o desenhista morou durante alguns anos1 . Inicialmente, o bairro da Turminha se chamava "Bairro do Tamarindeiro". Nas historinhas atuais, há várias referências a esse bairro. É possível que o nome tenha mudado porque a primeira árvore que nasceu lá foi umlimoeiro. Ela está lá até hoje, como mostrado na É um local com muitas plantas e árvores, um campinho (onde os meninos brincam), um lixão, outrora muito visitado pelo Cascão (que não vai mais lá pois o lixão transmite muitas doenças), e quase nenhum asfalto. Mônica é conhecida pelos meninos como a "dona da rua", título que Cebolinha tenta usurpar com "planos infalíveis".







  • Humberto (1960) - Não fala, pois nasceu com um tipo raro de paralisia cerebral, mas escuta tudo perfeitamente, contrariando uma recente citação de ser surdo. Comunica-se com a linguagem de sinais, que é representada por um balão de fala em formato de mão - ou por meio de murmúrios "hum-hum" na tentativa de se expressar verbalmente com quem estiver próximo a ele. Quando alguém pergunta algo a ele, nem sempre entende a resposta.